Portugal foi o terceiro país da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Económico (OCDE) que, em 2011, mais aumentou a carga
fiscal, revelam os dados divulgados esta manhã.
Numa lista de 34
países, Portugal subiu a carga fiscal, em percentagem dos custos de
trabalho em 1,38 pontos percentuais, entre 2010 e 2011. Há dois anos,
Portugal tinha já uma das mais elevadas taxas e a situação agravou-se no
ano seguinte.
Em 2011, a taxa representava 39% de todos os
custos laborais, acima de países como Dinamarca, Grécia, Holanda,
Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos.
A carga
fiscal, no âmbito do relatório da OCDE, inclui os descontos para o IRS
mais as contribuições para a Segurança Social do trabalhador e do
empregador.
Mas a tributação tem de ser relativizada com os
salários auferidos em Portugal, comparando com outros países – em
concreto, os parceiros da Zona Euro.
De acordo com o relatório
da OCDE, em Portugal, o salário médio anual era, em 2011, de 17.588 mil
euros, enquanto em Espanha, por exemplo, é superior a 25.200 euros. Na
Irlanda, que também está sob programa de assistência financeira
internacional, é de 32.800 euros e na Grécia ronda os 20 mil euros por
ano.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=59792
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