Um empresário de 55 anos apresentou uma queixa crime contra o Governo, o primeiro-ministro José Sócrates e o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Carlos Borges da Silva sustenta a denúncia no Ministério Público de Penafiel com "as mentiras" reiteradas do Governo que, alega, causaram graves prejuízos financeiros a "milhões de portugueses".A queixa foi feita no início do mês passado, e acabou arquivada a 15 de Novembro pela procuradora--adjunta Paula Oliveira.
A decisão deixou o empresário do sector imobiliário indignado. De tal forma que Carlos Borges Silva promete recorrer aos tribunais internacionais.
Nas declarações que prestou ao Ministério Público, o queixoso, residente em Ermesinde, acusou Sócrates e Teixeira dos Santos de "assédio moral com sério prejuízo pessoal de milhões de portugueses". Também Francisco Assis, líder parlamentar do PS, foi envolvido por, de acordo com o denunciante, "pactuar com as mentiras".
O queixoso apresentou outra queixa, relativa à descida das taxas de juro dos certificados de aforro, produto que subscreveu num total de 60 mil euros.
"NÃO CONSTITUI ILÍCITO PENAL"
A queixa-crime apresentada por Carlos Borges da Silva acabou arquivada pela procuradora-adjunta Paula Oliveira. "Com efeito, a mentira ou cultura da mentira que o denunciante atribui aos denunciados não constitui, por si só, qualquer ilícito penal", lê-se no despacho datado de 15 de Novembro último. Ao Correio da Manhã, o queixoso justificou o que o levou a tomar esta atitude junto do Ministério Público de Penafiel. "O primeiro-ministro e o ministro das Finanças têm vindo a mentir, constantemente, há largos meses, e é inegável que isso tem provocado graves prejuízos a todos os portugueses", sublinhou o empresário do ramo imobiliário.
Correio da Manhã - 12.12.2010 - Por:Roberto Bessa Moreira
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