A Renascença colocou a questão ao Ministério das Finanças, que nunca chegou a dar qualquer resposta. Tentou depois ao gabinete do primeiro-ministro, que remeteu para os Negócios Estrangeiros. Aqui, fonte oficial do gabinete do ministro Luís Amado acabou por dizer que não vai dar a conhecer publicamente as estimativas de gastos – só no final da cimeira é que serão feitas as contas do encontro.
O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, falou sobre o assunto no início da semana, no Parlamento: “São os custos definidos pela resolução do Conselho de Ministros. São os custos necessários para que Portugal acolha uma das cimeiras mais importantes da Aliança Atlântica, a que Portugal pertence desde a sua fundação”.
Oposição destaca importância da cimeiraEntre os partidos da oposição, o único que questionou o Governo directamente sobre o assunto foi o Bloco de Esquerda, mas a deputada Helena Pinto não gostou da resposta.
“O ministro não respondeu a esta questão, respondeu simplesmente sobre os números que já são conhecidos: foi gastar cinco milhões de euros em blindados”, revela.
A estes cinco milhões, juntam-se outros cinco em equipamentos, pagamento de horas extraordinárias, entre outras despesas. No total, só a parte de segurança da cimeira deverá rondar os 10 milhões de euros, de acordo com o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.
Vera Pinto Renascença 19/11/2010

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